Conto em Gotas

Amanhã começo a postar meus contos. Serão postados todas as sextas em pequenas partes porque não sei escrever nada pequeno (será que é para compensar alguma coisa? rsrs). Mas acredito que se gostarem voltarão para saber o final. Porque o melhor da festa é esperar por ela!

 Então fica combinado: Todas as sextas espero vocês aqui para prestigiarem o Conto em Gotas! 
                                                                                       Um Beijão

Crônicas

Oráculo Maldito
Oráculo Maldito
Está nos livros que os oráculos eram locais onde os deuses falavam através de suas pitonisas, uma espécie de médiuns que, durante seus transes, davam voz ao deus a quem serviam. Longe de mim querer ser um enviado desses seres celestiais, e nem é preciso bolas de cristal ou bacias de prata para prever o futuro. Como já dizia meu avô: “pelo andar da carruagem...”
Peço aos caros leitores que não me julguem um pessimista ou o profeta do Armagedon. Eu ainda tenho fé de que não sou o único a me sentir sentado na janelinha de um trem desgovernado (digo trem, porque só de ouvir a palavra bonde me dá arrepios), vendo um monte de atrocidades e desmandos acontecerem, e um bando de gente a aplaudir a degradação humana e a banalização da vida, gritando por mais sangue (seria a volta dos circos romanos?).
           Mas o que pensar de uma civilização que destrói a natureza que o   alimenta, envenena a água que consome, e animaliza seus relacionamentos? Somos os novos bárbaros. Por onde passamos a grama não cresce mais. Nossos ícones também mudaram. Hoje, é a mulher melancia, a morango, a melão. Uma verdadeira feira. Na verdade, está mais para a xepa. Não consigo achar nenhuma graça no Créu, (nem se ele tivesse vinte velocidades), ou nos edredons ondulantes do BBB, que já começa a escolher seus miquinhos adestrados para sua gaiola de vidro, nem passar minhas horas vagas assistindo a desgraça alheia, nos repórteres do mundo cão. 
Não. Não sou pessimista, nem mesmo um realista. Porque insisto em acreditar que estou vivendo num mundo Matrix. Uma realidade distorcida por algum arquivilão que, em seu plano maléfico para destruir o mundo, quer nos fazer pensar que não nos resta salvação, que não valemos mais a pena. Acredito que, em algum lugar, devam existir pessoas que, como eu, perceba os movimentos do mal, como em um grande tabuleiro de xadrez (nós somos os peões). Quanto mais nos anestesiamos com prazeres e futilidades, mais a mercê desse grande enxadrista ficamos.
Eu ainda não me cansei de procurar a resistência. E todas as vezes que minhas buscam são infrutíferas, procuro pensar que essas pessoas, essa minha tribo, são como cabeças de bacalhau. Eu sei que existe, só que nunca vi. Estou juntando algum dinheiro para viajar até a Noruega. (Então dê uma forcinha para esse blog bombar). Tenho certeza de que lá eu hei de encontrar algo, nem que seja as dita cujas cabeças de bacalhau. Apenas não me decidi se irei de avião, porque de uns tempos para cá, eles insistem em não ficar mais nos céus. Preferem mergulhar nos rios, pousar sobre telhados. Tenho me perguntado se eles mudaram seus hábitos porque também estão à procura da Tribo da Cabeça de Bacalhau Perdida, ou se é por puro medo do que vão encontrar no próximo aeroporto, devido à radical mudança em sua cadeia alimentar (hoje o maior predador a espécie avião são os terroristas, que tem seu habitat em aeroportos e estações de metrô, também podendo ser encontrados em embaixadas ou na esquina da sua casa, se essa for uma rua muito movimentada e cheia de turistas). Isso sem falar na epidemia que tem se alastrado entre a espécie, causada por um fungo desenvolvido através com contato com os humanos, chamado “sucateamento”. Doentes, não há aeronave que não tenha um colapso após uma decolagem.
Talvez a velha carruagem de meu avô ainda seja o modo mais seguro. O tropel suave de animais que podiam ser totalmente contidos com um simples puxar de rédeas. Hoje, nos deparamos com um painel cheio de luzes e circuitos intrincados e não sabemos que botão apertar. Ou perdemos o manual do usuário, ou ele é made in Taiwan, e não veio traduzido para o português. Pensando bem, nem para o inglês, o espanhol ou chinês. O mundo todo está olhando para caracteres inteligíveis, como se o manual da vida tivesse sido escrito em sânscrito ou em hieróglifos. E mesmo que ele fosse redigido em Esperanto, que deveria ser a linguagem universal, ninguém saberia ler. Você sabe esperanto? Conhece alguém que sabe? Certamente a Tribo da Cabeça de Bacalhau Perdida sabe. 
Bem, vou ficando por aqui, a procura da minha tribo, e de um nome melhor para ela, porque cabeça de bacalhau ninguém merece (eu sou flamengo!). Esperando que algum membro dessa sociedade secretíssima entre em contado imediato do milésimo grau comigo, porque eles podem já terem migrado para outro planeta.
E se você é um agente infiltrado da resistência, ou, simplesmente quer desvendar seu futuro, faça contato com esse antenado oráculo que vos fala deixando seu comentário abaixo. 

                                                                      By Oráculo.

Iron Maiden - When The Wild Wind Blows

Crônicas

A patir de agora você terá, semanalmente, as crônicas do Oráculo Maldito. Todas as quartas, postado nesse blog.
Where are you, Dill? 
Vem aí Allegro. A próxima novela da Web!

The Key Of My Soul

O Guardião de minha Alma
Toda alma é protegida. Além de nosso guardião, ela ainda possui uma espécie de invólucro no intuito de manter nossos mais profundos e delicados sentimentos e sonhos a salvo do mundo exterior. Poucas coisas ou pessoas conseguem alcançar as profundezas de nosso ser, chegar até nossa alma imaculada. Entretanto, tudo que está guardado, trancado, tem uma chave: A Chave da Alma. A minha tem uma. Chama-se Música. São essas divinas criações inspirada por anjos, decaídos ou não, a ferramenta capaz de abrí-la, de permitir que eu entre em contato com meu verdadeiro mundo. É por esse motivo que essa coluna terá esse nome: A chave da minha alma, ou The Key of My Soul. E a chave da sua alma também pode estar aqui todas as segundas. É só ouvir a dica da semana e deixar que esses anjos lhe arrebatem.








         

E minha primeira dica não podia ser nada mais nada menos que Iron Maiden!
A décima faixa do seu último cd, The Final Frontier, When The Wild Wind Blows. Com uma melodia marcante que nos embala com a deliciosa voz do Bruce Dickinson (porque esse é o Mestre),  além de uma letra atual, que desperta a preocupação com futuro de nosso planeta agonizante. Vale a pena conferir também as faixas Mother of Mercy e Coming Home.
                                                                  Up The Irons!